| Educação e Segurança |
| Ter, 01 de Dezembro de 2009 16:48 |
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No post de hoje, quero que vocês conheçam este texto tão profundo do Prof. Marcos Marins, que ainda --infelizmente-- não tive a alegria de conhecer pessoalmente. Artigo do Diretor de Informática do IHGGS Prof. Dr. Marcos de Afonso Marins Com os acontecimentos do mês de maio/2006, onde várias cidades ficaram paralisadas, com receio das ações do PCC, ouvimos muitos comentários a respeito das causas desse acontecimento social. Muitos falaram: é falta de uma polícia mais atenta, esses marginais não tiveram uma educação escolar, problemas do poder judiciário, etc.
Por que será que está acontecendo essa tão grande indisciplina e falta de respeito em geral, para com os pais e professores? Amar o filho é colocá-lo dentro dos problemas da família, cooperando para a sua solução, a ajuda mútua nas atividades domésticas, a compreensão das dificuldades financeiras, etc., são meios que formam os nossos filhos. A participação dos pais nas atividades dos filhos, nos esportes, na escola, nas explicações das lições de casa, nas conversas vendo televisão, etc, são meios que ajudam a formar uma consciência crítica e dar maturidade. Amar o filho é contrariar muitas vezes, é ensinar o certo é dar as condições para que ele tenha uma vida futura saudável, quer como profissional quer como cidadão, que vive em uma comunidade e tem interação com as pessoas. Viver em sociedade se aprende em casa com os pais, respeitando o outro, sabendo viver e conviver com as diferenças pessoais. Dom Lourenço de Almeida Prado (Reitor do Colégio São Bento do Rio de Janeiro), coloca alguns pontos para a nossa reflexão e troca de idéias com os familiares e professores. “A mente humana tem riquezas infinitas, mas precisa ser escorvada para que essas riquezas acordem do silêncio. É necessário acreditar e exigir o conteúdo. Disse exigir. Isto é, cobrar corrigir. A escola modernosa está deixando as crianças morrerem de inanição ou a procurarem na droga e no vício a alegria que não obteve pelo esforço solicitado do aprender. A alegria de chegar à verdade está sendo substituída pelo prazer dos movimentos irracionais. O grande problema é a escola ser escola. Como nos adverte Christian de Duve (Lavenir de la Vie, Seghers,1981,pág.147). “Infelizmente, cada vez se educa menos a criança a observar uma disciplina , seja ela física ou intelectual. Deseja-se evitar o esforço, suprimir qualquer medida coercitiva, que certos educadores consideram traumatizantes para a criança. Espero que haja, em breve, uma reação. Pois não se pode aprender a pensar, sem esforço, sem usar meios coercitivos, impostos inicialmente de fora para dentro, até que se tenha aprendido a impor-se por si mesmo, de dentro para fora. Para mim, é daí que vem o irracional, a fraqueza na utilização crítica da razão, a ausência do rigor do pensamento”. Como podemos notar no texto acima, a disciplina é fundamental para a formação da pessoa humana. Da disciplina nasce o domínio da vontade, tão esquecida hoje. Exigindo da criança uma rotina de atividades, tais como: execução de tarefas domiciliares, horário diário de estudo (estudo mesmo), horário de assistir a televisão, horário de comer, horário de dormir, horário de brincar, organização em geral etc., estamos formando uma disciplina de vida e de domínio da vontade, que são essenciais para o desenvolvimento humano em todos os seus aspectos. Se não formarmos na criança a disciplina e o domínio da vontade, teremos pessoas que não saberão no futuro dizer sim ou não, a qualquer convite indecoroso que deponha contra a pessoa humana. O uso de drogas, os problemas sexuais dos jovens de hoje, muitas vezes, são resultado de uma educação permissiva e sem autoridade racional e madura.
Será que a nossa educação (familiar e escolar) de hoje está formando cidadãos ou pessoas que facilmente são dominadas e entram para a marginalidade? Não estamos formando jovens que aceitam qualquer convite (não foram formados ou educados no domínio da vontade) e passam a usar drogas, são insatisfeitas com tudo. Será que nós pais temos interesse na formação de nossos filhos, dizendo não quando temos de dizer, e sim quando devemos dizer? Explicamos as razões de nossos atos, em relação aos nossos filhos? Explicamos que não é porque tudo mundo compra, que temos que comprar? Explicamos o valor do ser e não do ter. Explicamos o porquê que a sociedade de consumo dá valor ao ter e não ao ser? Explicamos como se pode vencer na vida dando valor ao ser e não ao ter? Este texto é para fazermos uma reflexão a respeito da formação de nossa juventude e procurarmos mudar as nossas atitudes em relação à forma de educá-los.
Sobre o Prof. Dr. Marcos de Afonso Marins Fundador da CAPES. Autor de Crônicas de uma educação vacilante, (Editora Rocco, 2005) e 200 artigos para publicações científicas, o entrevistado deste mês já foi chefe da Divisão de Políticas de Formação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, na Suíça, economista sênior de recursos humanos do Banco Mundial, e chefe da Divisão de Programas Sociais no Banco Internacional do Desenvolvimento (BID). Atualmente é presidente do Conselho Consultivo das Faculdades Integradas Pitágoras, em Montes Claros, Minas Gerais, e articulista da revista Veja. |
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Vamos analisar o problema da educação em nossas famílias e em nossas escolas. Os pais não conseguem mais impor disciplina em seus filhos (ou impor limites) e os professores muito menos. Os alunos não respeitam os professores e os filhos não respeitam os pais. É só darmos uma volta pelo comércio ou pelos supermercados e shoppings e ver o comportamento dos filhos junto a seus pais.
A família e a escola de hoje não está educando ou formando o futuro profissional. Será que a escola nas condições de hoje, tem meios de educar ou formar? Será que esses alunos que estão hoje na escola serão realmente futuros cidadãos cônscios de suas responsabilidades? A família e a escola de hoje está oferecendo condições, para que o aluno aprenda a dominar a vontade?